O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/10/2017
A industrialização, como produção em massa, trouxe para o ser humano o desejo de ter. Com isso grandes marcas de produtos e equipamentos estudam formas de seduzir o consumidos. Dessa forma, cria-se padrões de vida induzindo o consumo, sendo as mulheres o maior foco dos problemas gerados, afinal as empresas apelam para o corpo perfeito feminino, causando diversos problemas sociais e psicológicos em volta da busca por esses esteriótipos.
Segundo Durkheim, pensador contemporâneo, o individuo é fortemente influenciado pela consciência da coletividade. Dessa forma, um padrão social é rigorosamente seguido pela maioria, gerando inúmeras frustrações quando não alcançado bem como uma enorme pressão social, cujo resultado são doenças e problemas psicológicos.
Diante desse contexto, dados divulgados por pesquisa comissionada pela empresa Dove revelam que 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Diante dessa estatística, é possível perceber o quanto esse problema é difundido, afinal, o modelo de corpo perfeito está em filmes, propagandas, revistas e em todo universo feminino. Dessa forma, a mulher é discriminada por não ter representatividade em seu ambiente, sofrendo a cobrança social.
Torna-se evidente, portanto, que instituições públicas e sociedade cooperem para combater o culto a padronização corporal no Brasil. Cabe ao Conselho Nacional de Autorregulamentação publicitária (CONAR) fiscalizar e aplicar multa a propagandas que incentivem a idealização do corpo, evitando a propagação desses conceitos. Ademais, cabe ao Ministério da saúde criar campanhas de tratamento psicológico às mulheres que se sintam afetadas com os diversos problemas causados pela pressão social. Assim, é possível viver em um país mais racional e livre de padrões estéticos.