O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 03/10/2017
O culto à forma é um problema que pode ser caracterizado como uma preocupação exagerada com o embelezamento físico, somada à realização de ações que objetivam mudar a aparência, o que pode gerar danos à saúde. Tendo em vista que a problemática está presente no Brasil, é pertinente analisar causas e consequências da questão em debate para explicitar medidas que visem amenizar a intensidade dela na realidade brasileira.
É fundamental pontuar, de início, que muitas pessoas se automedicam para fins estéticos, isso está relacionado a crença de que apresentar o padrão de beleza vigente na sociedade na qual estão inseridas influenciará positivamente na satisfação com a vida pessoal. Prova disso é o fato de que muitas brasileiras usam medicamentos para emagrecer pois o corpo magro é considerado bonito por grande parte da sociedade. Em contrapartida, no Sudão, uma parcela significativa do público feminino faz o uso de remédios para engordar, porque muitos sudaneses acreditam que o corpo gordo simboliza poder e prosperidade, que são virtudes vistas como fatores que aumentam a probabilidade de uma mulher se casar.
É preciso pontuar, ainda, que determinadas ações tomadas com o propósito de conseguir o padrão estético desejado geram desdobramentos negativos à saúde. Por exemplo, muitos indivíduos frequentam clínicas clandestinas a fim de submeterem-se a procedimentos arriscados, como bronzeamento artificial e lipoaspiração. Estes apresentam maior chance de ocasionar sequelas e morte quando são feitos por pessoas que não tem autorização para realizá-los, além disso, o ato configura-se como uma transgressão grave.
Portanto, fica evidente a necessidade de ampliar a difusão de informação acerca dos efeitos causados por processos que têm como objetivo modificar a aparência e aplicar punições em donos de estabelecimentos ilegais. Logo, cabe ao Ministério da Saúde expor em redes sociais, como o Facebook, conteúdos que alertem para os perigos de ingerir medicamentos para emagrecer sem orientação médica, com o intuito de incitar a reflexão sobre o tema. Ademais, a mídia pode disseminar conhecimentos, através de propagandas, para mobilizar a população a denunciar clínicas estéticas que não possuem alvará para funcionamento. Somente dessa forma os impactos da padronização corporal na sociedade brasileira irão diminuir.