O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/10/2017

O culto do corpo perfeito e a exigência de um padrão de beleza não é um dilema do mundo moderno. Ele está relacionado com o ideal de beldade grego. Tendo como ícone feminino Afrodite, e essa idealização física foi mudando com o decorrer do tempo, como por exemplo: com a beleza de Marilyn Monroe, a garota de Ipanema, e atualmente as grandes modelos. Excesso de cirurgias plásticas, dietas inadequadas, tempo exagerado de exercícios físico, cremes milagrosos e a popularização de programas de edição são artefatos usados por inúmeras pessoas para se encaixarem no padrão estético exigido pela sociedade.

Na Grécia Antiga, o belo estava associado à aptidão física e a um modo de vida do cidadão grego, enquanto atualmente, a virtude e os valores humanos são resumidos em centímetros de bíceps, coxas, cintura, entre outros. A mídia, exerce grande papel de influenciadora nesse quesito, como em programas de televisão exibindo mulheres com corpos malhados, apenas de biquíni, ou nas propagandas de cerveja em que estereotipam o corpo feminino.

Não obstante, a busca incessante para a auto-aceitação e a aprovação da sociedade faz com que inúmeras pessoas tenham anorexia, vigorexia, bulimia, entre outros transtornos alimentares. Por essa razão, a Assembleia Nacional da França aprovou a lei que proíbe a contratação de modelos que estão abaixo do peso ideal, afinal, elas são influência de diversas meninas, e ainda eram pressionadas pelas agências a emagrecer. Ademais, as redes sociais também são grandes influenciadores como por exemplo a atual moda as Tumblr Girl e It Girl, na qual, há inúmeras meninas ensinando outras como se comportar, se vestir, tirar fotos, como se fossem meras máquinas.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Logo, cabe ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) regular propagandas que incitem a diversidade, publicidades que mostrem corpos reais. E fica como papel das influencias digitais a não associação do gordo à doença e que eles promovam a aceitação e a paixão pelo seu próprio corpo. E cabe ao Estado,  promover uma forte conscientização a respeito da estereotipação corporal. No mais, a família deve sempre ficar atenta ao comportamento dos jovens, tanto em casa como na internet, promovendo o diálogo frequente e o zelo. Assim, como uma frase de autor desconhecido da internet fala que para ter um “corpo de praia” precisamos apenas de duas coisas ter um corpo e ir para a praia.