O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 02/10/2017
É inegável que o culto e o incentivo à busca pelo corpo perfeito afetam a vida de muitos brasileiros. Além disso, a obsessão por demonstrar constituição física atlética e musculosa impulsiona parcela da população a arriscar sua integridade e saúde visando a padronização corporal imposta pelo meio.
Desde a antiguidade, sobretudo na Grécia, a valorização dos traços e silhuetas era primordial na elaboração de esculturas que representavam o belo. Similarmente, a constante luta de várias pessoas pelo corpo escultural evidencia o ideário enraizado pela sociedade tradicionalista, referente a idealização carnal que todos devem almejar. Naturalmente, a pressão exercida pela sociedade regressista intensifica a vontade de possuir o corpo perfeito, fato que pode motivar o manejo de esteróides anabolizantes e dietas mirabolantes de forma inadequada, gerando graves consequências fisiológicas para os adeptos dos supramencionados recursos.
Vários fatores contribuem para que os brasileiros sintam-se obrigados a frequentar academias e praticar esportes, posto que buscam padronização corporal. Apesar das supracitadas atividades serem saudáveis, o fato de querer mudar o aspecto estético rapidamente evidencia a prática incorreta dos protocolos, possíveis desistências de programas de emagrecimento e frustração por não alcançar o objetivo definido.
É incontrovertível que a padronização corporal no Brasil está em panorama crescente. Portanto, faz-se mister que as pessoas busquem acompanhamento profissional antes de realizar dietas ou frequentar academias, com o objetivo de diminuir a possibilidade de transtornos alimentares e doenças relacionadas. Ainda assim, o governo em parceria com veículos midiáticos abrangentes deve alertar a população sobre o uso de anabolizantes e seus efeitos, com o intuito de diminuir a incidência de uso destas substâncias, sendo assim, o fenômeno da padronização corporal terá menos efeitos negativos em âmbito nacional.