O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 27/09/2017

Culto à Beleza

O culto ao corpo é historicamente conhecido na Grécia Antiga, no qual homens e mulheres, por meio de exercícios, produtos naturais e técnicas rudimentares, mantinham sua aparência de acordo com o padrão da época: definição, jovialidade e sensualidade. Contudo, as tendências são relativas e se alteram de acordo com a “moda”, como acontece no Brasil, em que as mulheres usavam espartilhos no século XVIII para ficar mais magras, enquanto homens não detinham a mesma preocupação. Já no hodiernidade, há uma obsessão em ter o corpo perfeito, podendo causar danos.

A mentalidade de parte da sociedade é influenciada por tendências que a mídia impõe, de uma forma discreta, mas que reflete nos brasileiros. Por exemplo, no início do século XXI, adolescentes, adultos jovens e idosos buscam uma imagem perfeita, não medindo consequências para o alcance dos seus objetivos, acarretando no crescente aumento de transtornos alimentares como anorexia nervosa, e bulimia. Hoje, a prática de exercícios é mais valorizada em busca do corpo ideal, todavia, às vezes há exagero em produtos e técnicas para aumentar a massa muscular e quando são feitas de modo inadequado, induzem a atrofia dos membros, paradas cardíacas e morte.

A prática do “culto ao corpo” é uma preocupação geral, atravessando todos os setores, classes sociais e faixas etárias, tendo como base um discurso estético ou de preocupação com a saúde. Na canção “All about tha bass” de Meghan Trainor, existe uma denúncia sobre a preocupação da sociedade com esteriótipos do corpo perfeito, que  deve ser magro. A mídia possui uma parcela de responsabilidade por ser o meio propagador desse ideal. Não obstante, existem projetos que ajudam a reverter esse processo e ajudar muitas mulheres a se valorizar, como exemplo as modelos “plus size”, nome dado pelos norte-americanos para modelos de roupas acima do padrão convencional vendido nas lojas.

“O que é belo?”, frase dita por Platão e que pode ser respondida com a palavra relativo, ou seja, depende de cada pessoa. Por esse motivo, os órgãos públicos devem ter maior rigor na fiscalização da mídia e de empresas, para que essa imposição feita por elas não causem maiores danos. Assim como, implantar para a população programas sociais de saúde e bem estar que promovam: à reeducação alimentar, a prática de atividades físicas e palestras sobre as formas corretas de como cuidar do corpo . Com profissionais da área devem estabelecer estratégias para um trabalho preventivo que certamente auxiliará a sociedade na prevenção de situações de riscos que a busca desenfreada pelo corpo perfeito pode ocasionar.