O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 27/09/2017
O conceito do que é considerado belo é relativo a cada individuo. Porém, em virtude do intenso processo de padronização da beleza na sociedade atual, jovens buscam estereótipos físicos a qualquer custo, abrindo mão da própria saúde, utilizando medicamentos proibidos ou controlados e, ainda, realizando intervenções cirúrgicas para alcançarem uma aparência aceita pela sociedade. Dessa forma, é importante que políticas de autoafirmação seja implementadas nas esferas sociais mostrando a multiplicidade da beleza humana.
Com relação à utilização de medicamentos proibidos ou controlados para otimizar ganhos musculares, nota-se que tal prática é comum entre jovens. Como reflexo ao uso indiscriminado desses medicamentos, é comum complicações de saúde, como: disfunção na produção de hormônios, tumorações e queda de cabelo. Além disso, pode-se citar o surto de doenças cardiovasculares entre jovens. Segundo o INCOR ( Instituto do coração) o número de infarto do miocárdio entre adolescente tem aumentado significativamente na última década por influência do uso de esteróides.
No que diz respeito ao uso de intervenções cirúrgicas para alcançar o “corpo ideal”, percebe-se que tais intervenções tem aumentado na sociedade atual. Através da utilização das mídias sociais, personalidades famosas ditam a padronização da beleza através de sua imagem. Em função disso, a busca por intervenções cirúrgicas tem aumentado. Entretanto, em meio a esse aumento, a busca por locais clandestinos para realização dessas intervenções cirúrgicas tem provocado a morte de muitas pessoas.
Dessa forma, a padronização do corpo pode ser vista como um problema de saúde pública no Brasil. Espera-se que o governo crie campanhas publicitárias em parceria com as escolas, mostrando e conscientizando os jovens sobre o que é belo, e sobre os riscos que tais intervenções podem provocar à saúde.