O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 26/09/2017

Desde a Grécia Antiga, o culto à “boa forma física” vem sendo difundido pelas sociedades ocidentais até os dias atuais. Para tanto, esforços desmedidos, e até prejudiciais à saúde, são utilizados para alcançar o ideal corporal considerado “perfeito”. Nesse sentido, é inviável que essa ideologia continue a prejudicar a sociedade brasileira.

Bastante disseminado pela mídia, o corpo ideal deve ser o magro ou o chamado “meio termo”, nem magro ou gordo demais. É notável que, em novelas e filmes, as principais personagens geralmente apresentem essa forma corporal ideal, assim como grandes cantores e personalidades influentes do meio informacional do país.

Em consequência desse bombardeio midiático que explora a padronização do corpo, jovens e adultos, principalmente mulheres (cerca de 83%) sofrem com algum transtorno ligado á imagem que enxergam de si, como a bulimia e a anorexia. Ambas podem desencadear o afastamento do convívio social do indivíduo para evitar alimentar-se e ocasionar, até mesmo,  a desnutrição.

Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver a adversidade em questão. O Governo Federal deve, portanto, rever a divulgação que é feita do que é considerado “ideal” pelos meios de comunicação, além de mostrar outros tipos de corpos, e que não há apenas um único e imutável padrão a ser seguido. Ademais, assistências terapêuticas com foco em quem sofre de transtornos ligados ao corpo devem ser subsidiadas pelos Governos Estaduais, a fim de atingir todo o Brasil. Dessa forma, haverá uma diminuição progressiva nos casos de transtornos ligados á estética e a população brasileira se tornará cada vez mais saudável por dentro e por fora.