O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/09/2017
O culto ao saudável x o culto a aparência
Apesar de a preocupação com a aparência não ser assunto recente, a busca pelo corpo que esteja de acordo com os padrões aceitos pela sociedade contemporânea é constante no Brasil. Com o recente aumento da utilização da internet na vida cotidiana dos brasileiros, como a utilização de aplicativos de redes sociais para divulgação e compartilhamento de fotos, hábitos como a busca por dietas para perda de peso e ganho de massa muscular são frequentes no dia a dia do brasileiro. Esses hábitos repercutem negativamente na saúde pública brasileira, já que a busca pelo saudável é substituída pelo culto a aparência. Quando isso acontece, tornam-se necessárias medidas que possam combater esses tipos de práticas para fomentar a busca pelo saudável.
Com o final da Segunda Guerra Mundial e início do período conhecido por Guerra Fria, a publicidade ganhou ainda mais destaque em um cenário de disputas e contribuiu, também, com a difusão de comportamentos dos mais variados. Exemplo disso é a expansão do estilo de vida norte-americano que espalhou pelo mundo não só o comportamento alimentar, como também, o estético. Através da indústria cinematográfica, por exemplo, a aparência passou a ser valorizada e o corpo magro, rosto simétrico e físico perfeito passaram a ser objeto de desejo da sociedade. No Brasil não foi diferente. Os vários aplicativos de compartilhamento de imagens, como Instagram e Facebook , redes sociais desenvolvidas por norte-americanos, ilustram a influência desses comportamentos. Além disso, o número de propagandas que retratam modelos e atores lançando produtos que auxiliam na busca pelo padrão correto de corpo, medicamentos que auxiliam no controle do peso para ficar “em forma” são amplamente divulgados pela mídia brasileira. Isso demonstra que, o saudável foi substituído pelo ser belo a qualquer preço.
No entanto, o desejo pelo o corpo ideal tem feito os indivíduos ultrapassarem os limites do seu corpo: a anorexia é um exemplo. Nesse distúrbio alimentar, o indivíduo enxerga o próprio corpo de maneira distorcida, levando a atitudes de risco como dietas restritivas e indução de vômito.
Diante do exposto, são necessárias medidas que levem não a valorização da aparência, mas sim o culto ao corpo saudável. Dentre elas, regular propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos, através da cobrança de multas mais consideráveis para mídias que ultrapassem os limites, por meio do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR). Pode-se, também, através da mídia, induzir comportamentos que considerem o saudável e não a aparência, por meio da divulgação de filmes e novelas que retratem o assunto de forma educativa.