O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/09/2017
Desde a época do Holocausto, Hitler utilizava a propaganda como elemento chave para divulgar sua ideologia nazista. Já nos dias atuais, este meio de anunciar se tornou muito comum, visto que, por meio dele foram construídos paradigmas de beleza e padrões a serem cumpridos. Assim, a implantação de estereótipos contribuiu para a obsessão pelo belo e, para muitos, um bem-estar abalado.
É importante pontear, de início, que o culto ao corpo tem raízes na construção estética de uma sociedade. Desse modo, ao decorrer da concepção identitária brasileira, foram edificados padrões de beleza, como por exemplo o ícone feminino conhecido como Garota de Ipanema. Nessa conjuntura, à guisa do pensamento da historiadora Denise Bernuzzi, a liberdade sobre o próprio corpo veio com o dever de ser belo. Assim, em âmbito social, a busca pelo perfeito tornou-se perene, a medida que, quem não se encaixasse nesse padrão fosse oprimido.
Como consequência, o desejo habitual de beleza desencadeia fatores prejudiciais a saúde. Sob esse ângulo, é significativo ressaltar transtornos alimentares, que provocam anorexia, bulimia e vigorexia. Sendo assim, muitas das pessoas que não seguirem o protótipo impecável, será “julgado” ou irá se sentir excluído, procurando portanto, um meio de sobressaírem de tal problemática. Nesse viés, se alimentam mal, fazem exercícios de forma inadequada, entre outras mazelas.
Em vista dos argumentos supracitados, é visível que medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo pensamento Kantiano, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, desse modo, o MEC deve instituir nas escolas palestras ministradas por professores e psicólogos que discutem sobre saúde e beleza, além de professores de educação física, que informe sobre alimentação e atividades práticas. Ademais, o poder midiático deve amenizar a força da propaganda sobre a população, principalmente jovens, que estão em uma fase de socialização. A fim de erradicar o empecilho e promover a heterogeneidade estética.