O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 24/09/2017

A busca por uma forma corporal perfeita é um hábito muito comum entre os brasileiros. Isso ocorreu à medida que se difundiu ideias de padrões pré-estabelecidos os quais a grande maioria não se enquadra. Angustiadas e com baixa auto estima, cada vez mais cedo, as pessoas recorrem a métodos drásticos e perigosos.

Os padrões de beleza mudaram muito ao longo dos anos. Entretanto hoje, basta abrir uma revista ou assistir a um comercial na televisão para nos depararmos com corpos magros, brancos e malhados, definindo nosso atual modelo. Com isso, acaba-se influenciando não só adultos como também crianças as quais, desde muito cedo, internalizam o ideal de beleza e acabam por não aceitar como realmente são.

Como consequência disso, a procura por métodos de transformações aumentou muito e hoje o Brasil lidera o ranking de cirurgias plásticas no mundo. As pessoas recorrem a esse método como uma forma fácil e efetiva de se chegar aos resultados, porém, não levam em conta os sérios riscos que correm ao submeterem-se a uma intervenção cirúrgica com finalidade estética. Outro meio perigoso e muito recorrente é o uso indiscriminado de medicamentos para perder peso. Desconsiderados seus efeitos colaterais, também são consumidos na busca do corpo perfeito.

Diante desses fatos, percebe-se que medidas precisam ser tomadas por diversos setores para amenizar o problema. É necessário que as mídias repensem seus modelos e passem a prestigiar diferentes formas de belezas, abrangendo uma maior parte da população. Ademais as escolas de educação infantil, como formadoras de personalidades, devem estimular desde cedo as crianças a adquirirem auto estima, com elogios e valorização de suas qualidades, sem apontar defeitos. E por último, o Estado em parceria com as grande mídias deve criar campanhas com a finalidade de alertar sobre os riscos da auto medicação para fins estéticos. Dessa forma o culto à padronização do corpo fará menos vítimas e se tornará cada vez mais obsoleto.