O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 22/09/2017
A preocupação da sociedade contemporânea com a aparência externa trás a problemática de responsabilizar a mídia por uma imagem padronizada de beleza. Logo, é possível observar que as pessoas são influenciadas por programas de grande veiculação e que a busca pelo estereotipo ideal ocorre mesmo em´detrimento da própria saúde.
E importante ressaltar que propagandas e telenovelas apresentam, habitualmente, modelos e protagonistas dotados de um corpo escultural que obedecem a medidas pré-estabelecidas. Diante disso, os telespectadores criam a consciência de que a beleza é uniforme, por exemplo, os homens bonitos são aqueles que possuem músculos bem definidos e a mulher para ser linda deve ser magra em demasia, ter cabelos preferencialmente lisos e loiros. Assim, o modelo apresentado pela mídia torna-se o ideal e aquele que não se enquadra não é considerado belo.
É cabível salientar também que, com o intuito de atender ao modelo proposto, as pessoas se submetem a dietas extremamente restritivas e a exercícios físicos exacerbados. Nesta perspectiva, constata-se um aumento no atendimento médico a mulheres de todas as faixas etária com descompensações metabólicas, comprovadas por exames de hemograma e de glicemia. Por sua vez, lesões nas articulações são consequências do treinamento exagerado, mais frequentes entre os homens. Fica explícito que a beleza é priorizada sobre o próprio bem-estar.
Por fim, a mídia detém a responsabilidade de rever o conteúdo que expõe, intencionalizando promover a valorização da beleza natural do indivíduo e enfatizando ainda a importância do acompanhamento especializado em dietas e atividades físicas. Cabe também a cada pessoa julgar o que é melhor para si, bem como dispor de atitudes para viver bem, independente da influência de terceiros.