O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 21/09/2017

No desenrolar da cultura dos povos, os conceitos foram modificando-se de épocas em épocas. O ideal de beleza corporal é um exemplo que se alterou da Idade Média - mulheres mais “gordinhas” - para a Modernidade - magreza como padrão. Infelizmente, essa imposição social gera impactos profundos na vida de muitos brasileiros. Assim, é preciso identificar suas origens e consequências.

Em primeiro lugar, é fundamental destacar a influência do capitalismo nessa problemática. Sua indústria de consumo cria gostos padronizados e persuade a população a aceitá-los, estimulando-a a adquirir serviços e produtos que “ajudam” a conquistar o corpo ideal. Consequentemente, o vislumbre por mais lucro acaba prejudicando aqueles que patrocinam essa ganância.

Além disso, a busca desenfreada por uma perfeição inalcançável pode comprometer a saúde física e mental. Isso fica claro quando se observa casos de bulimia e anorexia que se espalham pelo país. Não só esses, mas também suicídios cometidos por pessoas que frustradas por não alcançarem esse objetivo, entram em um quadro de depressão e cometem tal ato. Toda essa conjuntura decorre pelo fato de cada um possuir um biotipo que nem sempre irá favorecer seu encaixe no padrão idealizado, o que torna o problema mais perigoso.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para contornar esse dilema. Para começar, as Instituições de Ensino devem promover debates com o auxílio de psicólogos para auxiliarem as pessoas que possuem dificuldades de aceitação e as Prefeituras destinarem verbas para a criação de postos semanais com médicos e nutricionistas orientando quanto à necessidade de buscar a saúde da mente e do corpo. No mais, a Mídia deve promover propagandas que ajudam na auto-estima, como os programas que promovem inclusões sociais e não apelam para o padrão imposto. Dessa maneira, o Brasil poderá libertar-se desse estigma e seu povo aceitar-se como é.