O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 21/09/2017
Consoante a tradução da música “Born this away – Lady gaga” – Não há nada de errado em amar quem você é, pois ele te fez perfeita querida. No entanto, é inegável a preocupação com a perfeição estética, assim como também a conivência pela grande maioria da população à coerção ditatorial da beleza que a cultura midiática exerce. Dessa forma, a ânsia por alcançar este “padrão” estimulado pelos sofistas contemporâneos, contribui para o desenvolvimento de doenças, transtornos alimentares e psicológicos causado pela incansável tentativa de se chegar à perfeição.
Primeiramente, é necessário discorrer que os padrões de beleza são determinados pelo contexto histórico e cultural. Há séculos atrás, na pintura “o Nascimento de Vênus” de Botticelli traz a idealização de Afrodite um pouco gordinha, o que denota que nesse período o corpo magro, como é emprego atualmente, não era um sinônimo de beleza. Já nos dias de hoje, para ter o corpo magro as pessoas correm as academias e restringem certos alimentos da dieta, consequentemente, causando uma alimentação deficitária com o intuito de perder medicas, outrossim em algum casos a preocupação é tão grande que há o desenvolvimento de transtornos como a bulimia, anorexia e depressão.
Ademais, as novelas, as passarelas da moda e propagandas ditam diariamente através da cultura de massas quais padrões são valorizados, ou seja, foi-se criando aos poucos uma “seleção natural” através da beleza. Por conseguinte, diferentemente da ideia de Darwin, os não hábitos a essa “seleção” devem a todo custo buscar a “aptidão”. Segundo pesquisas, 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir o padrão de beleza. Deste modo, é comum as pessoas a se submeterem a uso de remédios, dietas, a plásticas com o intuito de alcançar a padronização física imposta pela sociedade, principalmente em âmbito brasileiro, conhecido mundialmente pela beleza feminina.
Portanto, fica claro a necessidade da destruição dessa seleção causada pela padronização corporal. O Ministério da Cultura juntamente com o setor da ligado a propaganda/moda devem abordar e estimular a participação mais heterogênea das pessoas nos meios de comunicação e nas passarelas, promovendo então desmistificação do padrão e a aceitação pessoal do telespectador. Outrossim, o mistério da Saúde e da Educação devem promover campanhas e palestras em escolas, feiras, e postos de saúde – ministradas por nutricionistas – a respeito do perigo ligado dietas por conta própria e também sobre doenças alimentares e psicológicas decorrentes a partir da insatisfação estética. Com isso, podemos então aceitar nossa própria perfeição, “pois não há nada de errado em amar quem você é” – Born this Away.