O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 19/09/2017
Conhecida por compartilhar sua rotina fitness nas redes sociais, Gabriela Pugliesi faz sucesso, principalmente entre as mulheres, por ter um corpo dentro dos padrões de beleza da atualidade. Fora da internet, o culto ao “corpo perfeito” é um problema. É crescente o número de casos de distúrbios alimentares e psicológicos entre pessoas que não se encaixam nesse padrão.
A população tende a ter como referência aquilo que o cerca. O brasileiro tem o conceito de “belo” como pessoas brancas, altas, magras e de olhos claros, uma imagem que não condiz com a maioria da população, logo, fazem de tudo para se adequar a esse modelo. As consequências de não fazer parte do padrão “capa de revista” são problemas com a autoestima, desenvolvimento de doenças como bulimia, anorexia e depressão, além da realização de cirurgias plásticas. O Brasil ocupa uma alta posição no ranking de procedimentos estéticos, o aumento das mamas, a lipoaspiração seguida da rinoplastia são os procedimentos mais realizados pelos brasileiros.
Entretanto, muitos problemas dificultam a resolução do impasse. Falta representatividade nos meios influenciadores como a publicidade, televisão e internet. O Brasil é um país miscigenado, no entanto, esse conceito não é retratado. Como por exemplo, a falta de representação indígena no conceito de “belo” do brasileiro.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A conscientização por parte das agências publicitárias da representação de outros biotipos, como a indígena, mulata e a negra. A escola em parceria com a família promoverem o incetivo a autoaceitação com palestras, debates e assistência para aqueles que sofrem por não se aceitarem. Campanhas midiáticas e uma maior representação no cinema e na televisão por parte dos canais influenciadores garantem um combate ao culto à padronização corporal no Brasil.