O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 19/09/2017

Concomitante do século XX, o Regime Nazista incitava sua população a padronização, baseada em uma estética “perfeita” na qual todos deveriam ser brancos, altos e fortes. Saindo da história, o culto à padronização no Brasil  é um problema, pois existem pessoas que não buscam a saúde e ficam obcecadas por um corpo visto como perfeito.

Aziz Shavershian se tornou famoso depois de postar vídeos na internet motivando jovens que assim como ele não eram aceitos na sociedade por serem magros ou gordos a dedicarem-se fortemente á academia, para alcançarem um corpo escultural. Entretanto, em vários casos essa busca por um corpo escultural se torna obsessiva, gerando transtornos alimentares como:anorexia, bulimia e vigorexia, que causam diversos prejuízos a saúde como redução do batimento cardíaco, baixa pressão arterial e em alguns casos a morte. Ademais, é importante salientar as cirurgias plásticas que são feitas afim de alcançar padrões de perfeição.Contudo, a chance da cirurgia dar certo não é 100%, e pode gerar diversos problemas a saúde, como aconteceu com a atriz Andressa Urach.

Entretanto, esses problemas estão longe de serem resolvidos. Pois, a mídia impõe padrões de perfeição sobre as pessoas, nos homens para atingirem um porte físico escultural e nas mulheres para que sejam magras e com seios e quadril grandes. Isso gera uma pressão sobre as pessoas que não fazem parte do “ideal”. Pois, uma pesquisa realizada pela Edelman Inteligence, aponta que 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Além disso, pessoas que estão obcecadas por um corpo ideal não procuram ajuda psiquiátrica e nutricional.

Em suma, o Ministério das comunicações em parceria com o Ministério da saúde, deve por meio de propagandas por um fim a supervalorização de padrões estéticos e informar a população sobre os riscos a saúde que os transtornos alimentares e as cirurgias plásticas geram, incentivando o tratamento. Outrossim, o poder legislativo deve aprovar por meio de votação, o desconto de gastos com psicólogo e nutricionista do imposto de renda, afim de tornar mais viável o acesso a esses profissionais. Além disso, o MEC deverá disponibilizar psicólogos para instruírem palestras nas escolas, para os alunos, sobre os riscos a saúde causados pela obsessão estética. Só assim poder-se-á alcançar resultados positivos para a saúde da sociedade brasileira.