O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 18/09/2017
A BELEZA NÃO ESTÁ NO CORPO, MAS NA ALMA
“Linda do jeito que é, da cabeça ao pés, do jeitinho que for”, a música do cantor brasileiro Tiago Iorc traz o retrato da beleza feminina, apontando que a mulher é linda em sua totalidade. É bem verdade que essa ideia difere daquilo que estamos acostumados a ver. Sabe-se que nos dias presentes a busca e o empenho pela perfeição corporal tem invadido o mundo masculino e feminino, isso porque, a não aceitação do indivíduo somado com a grande influência midiática tem tomado grandes proporções no país.
A cirurgia plástica nasceu efetivamente no ano de 1917, depois que o Dr Harold Gillies se dispôs a ajudar na reconstrução facial dos combatentes da primeira guerra mundial. Indubitávelmente foi um feito incrível e preciso. Atualmente, o número de pessoas que sofrem por não se aceitarem como são têm sido consideravelmente crescente em nosso país ao longo dos anos. É evidente que o setor majoritário é composto por adultos, que provavelmente cresceram com resquícios traumáticos, causados por chacotas ou pelo bullying. A comprovação desse fato está nos centros cirúrgicos, onde as mudanças que são feitas no corpo já não são necessárias como as que eram feitas outrora nos soldados feridos.
Outro aspecto relevante, além disso, é que a interferência da mídia na criação da personalidade do brasileiro tem sido eficaz. Um exemplo nítido, são os programas de televisão que exibem os trabalhos e resultados obtidos pelos cirurgiões plásticos. E ainda, diversas revistas, conteúdos publicados em redes sociais, tentam de alguma forma impor essa mentalidade, favorecendo, assim, o movimento financeiro de empresas e consultórios de estética, além, das agências de modelos. Parafraseando a canção da banda Rosa de Saron, se tivéssemos olhos para olhar talvez pudêssemos enxergar não somente o exterior, mas, o interior de cada um.
Torna-se evidente, portanto, que a busca pelo corpo ideal ainda é muito presente no Brasil, uma vez que, diariamente pessoas sofrem tal indução. Para sanar a situação, é ideal realizar palestras que tragam conteúdos de aceitação pessoal, realizadas por ONGs, em âmbitos educacionais, visando combater os tais preceitos. Além do mais, a própria mídia deve desenvolver conteúdos que instiguem a autoaceitação, por meio de, programas e colunas educativas. Dessa maneira, poderemos coibir essa ideia de perfeição igualitária. O que torna cada pessoa única é a diferença que ela traz consigo.