O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 17/09/2017
Nas sociedades contemporâneas, a adesão a um padrão corporal não está somente ligada à saúde, mas também ao convívio social. Pesquisas no âmbito da saúde estão avançando progressivamente; o apelo ao corpo perfeito mostrado pela mídia e o desenvolvimento da indústria relacionada à beleza, têm difundido um molde de corpo que a sociedade está adotando como seu.
É perceptível que com o avanço das tecnologias, surgiram muitas descobertas sendo essas guiadas pelo capitalismo. As pesquisas relacionadas à saúde humana receberam atenção especial. A indústria da beleza tem investido muito dinheiro em cosméticos, roupas, calçados e outros utensílios relativos à beleza, sabendo-se que, pela busca de aprovação pública ou prestígio social, as pessoas são capazes de sacrificar o dinheiro reservado às áreas mais importantes para suprir desejos não necessários ao corpo,entretanto, necessários à estética.
O padrão de beleza adotado tem sofrido variações no decorrer do tempo. As mulheres do século XVIII e XIX eram mais voluptuosas, sendo que as do final século XX e início do século XXI adotaram para si um modelo mais light, com curvas menos expressivas, e o corpo sem o excesso de gordura. Assim como as pinturas influenciaram nos séculos passados a adesão de um padrão estético, o mesmo papel faz a mídia, divulgando e, às vezes, ditando como deve ser o corpo ideal, em muitas ocasiões mascarando a saúde; sendo que fatores relacionados à estética são mais vendáveis que os relativos à saúde.
Por tudo isso, a escolha do padrão de corpo adotado deve partir de cada um. As instituições de ensino devem fornecer palestras, debates, a fim de esclarecer dúvidas e quebrar tabus existentes. Os meios midiáticos devem seguir uma linha arbitrária, sempre respeitosa, sendo fiscalizados pelos órgãos pertinentes, para que influenciem de forma positiva, acabando com o preconceito e auxiliando as pessoas em buscar do corpo ideal para si e, não para a sociedade.