O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 08/10/2017

Historicamente,percebe-se o estabelecimento e o decaimento  de certos padrões de beleza.Atualmente,sobretudo através da mídia,a divulgação de um fenótipo considerado belo pressiona grande parte da sociedade a adequar-se esteticamente a ele.Isso abre espaço para adoção de ações pouco saudáveis em prol do aspecto visual e para a marginalização daqueles que não adotam a aparência considerada ideal.

Conforme os padrões de beleza medievais,indivíduos acima do peso eram considerados belos.Já durante a Renascença,os ideais neoclassicistas cultuavam uma fisionomia esguia e musculosa,símbolo da força e da capacidade humana.Logo,é evidente que esses padrões fenotípicos são efêmeros.Aproveitando-se disso,a mídia e o setor industrial potencializam seus lucros ao promoverem a ascensão e o declínio de tendencias de moda.Assim,em busca da satisfação pessoal,muitas pessoas recorrem ao consumo de roupas,acessórios,cosméticos,a cirurgias plásticas ou atividades físicas e dietas rigorosas.Contudo,esse fenômeno exerce impactos negativos sobre a sociedade.

Nesse sentido,inúmeros indivíduos buscam em procedimentos médicos a obtenção da “silhueta perfeita”.Porém,é sabido que esses procedimentos estéticos apresentam riscos consideráveis.A cantora Anitta,por exemplo,submeteu-se em 2016 a um preenchimento labial mal sucedido que além de ter prejudicado a sua saúde,a expôs a diversas críticas e chacotas nas redes sociais.Esse ocorrido aponta para outro fenômeno preocupante: o bullying. Não apenas restrito ao ambiente escolar ou entre as crianças e adolescentes,a discriminação dos que não obedecem aos atuais padrões de beleza é uma realidade.

Portanto,através do que foi exposto anteriormente,medidas devem ser adotadas a fim de reduzir as consequências do culto à padronização corporal no Brasil.Nesse viés,cabe ao Ministério da saúde,em parceria com os Conselhos regionais de medicina,estimularem os profissionais da área,sob penalidade,a não realizarem procedimentos estéticos desnecessários.Como se não bastasse,o Ministério da educação deve mobilizar as escolas públicas e privadas a adotarem campanhas,trabalhos em grupo e gincanas que evidenciem a importância da diversidade étnica,cultural e,sobretudo,fenotípica.