O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 16/09/2017

No que se refere à beleza é perceptível que no Brasil muitos buscam alcançar o que consideram a aparência ideal, sendo notório que tal é padronizada pela mídia, que expõe como belo determinado biotipo artificial. Contudo, como evidência o mito de Narciso cujo personagem era tão obscecado por sua beleza a ponto de se afogar no lago observando seu próprio reflexo, a procura pela perfeição proporciona diversos problemas físicos e psicológicos.

Ademais, o corpo social apresenta dificuldade em não só aceitar como respeitar o que considera diferente, assim sendo muitos praticam bullying com pessoas distantes do padrão, levando essas a possuírem baixa e almejarem mudar, muitas vezes recorrendo a métodos perigosos. Além disso, os meios de comunicação em massa impõe o que deve ou não ser considerado bonito apresentando na maioria das vezes pessoas com a mesma aparência com grande quantidade de produtos e efeitos que visam eliminar o que consideram imperfeições.

Outrossim, este fato resulta em mudanças de comportamento da conjuntura vigente, a exemplo da gradativa popularidade das academias. Porém, na busca incessante do corpo padronizado como ideal muitos distúrbios são desenvolvidos como a bulimia e a anorexia na qual a pessoa magra se vê gorda e com isso provocam vômitos com o intuito de não acumularem as calorias que ingeriram ou não se alimentam, respectivamente.

Diante do exposto, fica evidente que a mídia e o tecido social exercem pressões externas nos indivíduos impondo um padrão ideal a ser seguido e alcançado. Com isso, é de fundamental importância que os meios de comunicação estimulem a beleza real, promovendo campanhas, além de novelas, filmes e revistas que possuam protagonistas diferentes do padrão visando destruir a mentalidade de que apenas determinado biotipo é considerado belo.