O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 15/09/2017
O culto à padronização corporal é um problema na saúde pública do Brasil. Segundo o Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio, sete em cada dez mulheres brasileiras sentem pressão para ser bonita e 66% concordam que existe um padrão de beleza. São três pilares que influenciam a vida de milhões de mulheres e impõe um padrão de beleza à sociedade, a estética, a moda e a dieta. Cabe, nesse aspecto aprofundar uma análise acerca dos problemas enfrentados pela cultura ao corpo, como: os transtornos alimentares, a exposição aos tratamentos estéticos de risco, e a baixa autoestima. Sabe-se que esse contexto desafia em sua magnitude a sociedade brasileira, e abordar essa temática é de grande valia para os interesses sociais contemporâneos.
Torna-se imperante entender que a aparência sempre foi importante nas relações sociais humanas e na sociedade, mas atualmente a acultura ao corpo ganhou forças e a busca pela beleza virou obsessão. A mídia cria um padrão corporal, e as mulheres compram a ideia de que para ser bonita, devem seguir a imagem do protótipo imposta, e para se adaptar desenvolvem comportamentos de risco que acometem a saúde e a vida social. Essa compulsão gera graves transtornos alimentares, e que pode levar á anorexia, e em casos de grande déficit nutricional podem ocasionar alterações hormonais, estresse oxidativo, distúrbios neurológicos, o que pode levar ao óbito.
Diante dessa problemática, vale salientar que a padronização inalcançáveis imposta pela sociedade, levou à baixa autoestima das mulheres, e por isso inúmeras se submeteram aos procedimentos estéticos de risco, muitos são altamente invasivos e desnecessários,e podem alterar a fisiologia normal. Segundo os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica o número de procedimentos estéticos aumentou 141% nesses últimos 4 anos, esse dado confirma a busca desenfreada pela beleza, além disso existem inúmeros profissionais que colocam seus pacientes em risco de deformidades e erros irreversíveis que levam até morte.
Cabe, nessa conjuntura buscar viabilidades como o governo oferecer tratamentos psiquiátricos para tratar os indivíduos que sofrem com essa obsessão e desenvolveram distúrbios alimentares e neurológicos, além de desenvolver campanhas em escolas e centros universitários para desmitificar o padrão de beleza imposto pela mídia e a sociedade, alem de incentivar hábitos saudáveis de vida.O Conselho Federal de Medicina deve instruir os profissionais que praticam a medicina estética, a respeitar o biotipo de cada indivíduo, não expondo a vida dos mesmos, e como dever respeitar e preservar a vida. Fiscalizar as mídias que incentivam a busca desenfreada pelo padrão de beleza, pois em uma sociedade democrática, as mulheres tornaram-se escravas da indústria da beleza.