O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/10/2017

Um dos problemas em ascensão na vida de muitos brasileiros e principalmente, brasileiras, é o culto à padronização da beleza. A veiculação de imagens de corpos perfeitos (usualmente modificados por programas de computador) pela mídia, as novas dietas nas capas das revistas para o público feminino são alguns dos exemplos que fazem muitos duvidarem do valor do seu corpo e do próprio valor nesse contexto social. Contudo, esses abusos da mídia podem ser controlados e reduzidos com medidas governamentais e a conscientização da população.

Nesse sentido, segundo a pesquisa realizada pela Edelman Intelligence, 83% das mulheres entrevistadas se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Dessa maneira, existe no Brasil uma imposição sobre um tipo de corpo ideal para as mulheres e toda uma indústria que investe em métodos e processos que prometem seu alcance. Todavia, muitas vezes os valores morais dessa empresas esbarram na corrida pelo lucro e o último acaba por vencer.

Muito pode ser apresentado, também, sobre as consequências que a padronização corporal gera na vida das pessoas: a imposição familiar, o medo da exclusão social e, em casos mais severos, o desenvolvimento de distúrbios alimentares, como Anorexia e Bulimia, entre outros. Assim, a necessidade pela aceitação social acaba se tornando uma superficial adequação de corpos ao padrão imposto por meios de comunicação que afetam o julgamento de todos. Entretanto, apesar do culto ao padrão corporal ser dado como importante na cultura brasileira, podem-se contrapor vários outros aspectos nos indivíduos que realmente fazem a diferença na sociedade.

À vista disso e conforme o ativista Mahatma Gandhi, “o futuro dependerá daquilo que fazemos hoje”. É preciso, portanto, que leis sejam criadas e implementadas pelo poder público para que regulem a enorme quantidade de informação manipulativa produzida pela mídia da beleza, a qual expõe métodos que podem ameaçar a vida, como dietas radicais, que desnutrem e causam exaustão nas pessoas. Desse modo, essas podem ser proibidas de estar nas capas de revistas ou de outros meios.

Além disso, é necessário que rádios com investimento do governo federal criem programas qye discutam como alcançar um modo de vida saudável, prevenindo o aparecimento de hábitos prejudiciais. As escolas, também, semestralmente, devem dar palestras com profissionais da saúde sobre a ingestão de remédios considerados emagrecedores, a utilização de anabolizantes e  a necessidade de assistência profissional no caso de mudanças na rotina alimentar. Destarte, pode-se entender que com essas medidas haverá a redução dos efeitos da imposição de um padrão corporal, que não compreende a maioria da população brasileira, e todas as consequências dessa.