O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 13/09/2017
Desde a Idade Contemporânea, com todas as mudanças e inovações no meio social, houve um fortalecimento de padrões estéticos, geralmente impostos pela classe dominante. E atualmente, diante dos problemas de saúde físicos e mentais ocorridos devido a essa padronização, é necessária medidas que estabilizem esse quadro social.
Em 1980, com o processo de massificação da mídia, a preocupação com a estética tornou-se mais generalizada, perpassando todas as classes sociais e faixas etárias. Por exemplo, com o surgimento da tv, rádio e revista, a padronização corporal se tornou tema para o marketing e publicidade, por meio de propagandas, vendas de produtos estéticos e utilização de famosos influenciadores, principalmente no cinema Hollywoodiano.
Como resultado, surgiram novas doenças físicas e mentais, chamadas de transtornos alimentares, como a anorexia e bulimia. Essas doenças, que atualmente tem sido recorrentes e atingem principalmente os jovens, trazem práticas irregulares para a saúde, por exemplo, a atividade exagerada de exercícios físicos, alterações na dieta alimentar sem a orientação médica, além de desenvolvimento de quadros de depressão, ansiedade, estresse e, em quadros mais graves, a morte.
Diante do assunto abordado, é importante que a família, principalmente os pais de crianças e adolescentes, fiquem atentos aos sintomas das doenças citadas, que geralmente são o isolamento social e a preocupação exagerada com a aparência física. Além disso, o Ministério da Educação, juntamente às redes de ensino público e privado, podem realizar palestras educacionais acompanhadas de profissionais da área da saúde. Ademais, o Ministério da Saúde pode disponibilizar uma verba financeira que atendam aos portadores das doenças, com disposição de equipes multidisciplinares contendo nutricionistas, psiquiatras e psicólogos.