O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/09/2017
A propagação de padrões de comportamento é essencial para o sucesso dos grandes setores da economia. No entanto, a influência exercida pelos meios midiáticos, no comportamento do indivíduo na sociedade, tem sido subestimada. Levando milhares de pessoas ao limite físico e psicológico.
No fim do século 18, com o advento da revolução industrial. Um alfaiate, cuja função era a de adequar roupas a pessoas, teve seu papel subjugado a indústria têxtil que impôs um novo modo de adequação e consumo onde o indivíduo devia servir a roupa e não mais o contrário.
Nessa perspectiva, ter consciência do que é padrão imposto, visando apenas o lucro das empresas, e o que é adequado a cada estilo de vida, requer um distanciamento crítico que poucos exercem. Pois, é cientificamente comprovado que uma dieta equilibrada aliada a atividades físicas regulares são fundamentais para uma vida saudável. O problema está na associação indiscriminada entre estética e saúde, que convenientemente serve para mascarar o ideal de consumo capitalista.
As consequências para essa negligência individual são distúrbios alimentares, crises de ansiedade, consumismo desenfreado e baixa autoestima, já que o corpo perfeito é um ideal.
Para mitigar os efeitos nocivos da mídia, é de extrema importância que órgãos de fiscalização de propagandas, como o CONAR, trabalhem junto ao Governo, visando conscientizar, principalmente os jovens, por meio de campanhas e discussões nos grandes veículos de comunicação e nas escolas. Esclarecendo os limites entre o que é cuidado saudável com o corpo e o que não passa de manipulação da indústria de consumo.