O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/09/2017
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que a saúde é um estado de bem-estar do corpo, da mente e do convívio social. No entanto, por conta da publicidade e pela falta de orientação, grande parte da população no Brasil vincula saúde corporal apenas ao conceito de estética.
Com a necessidade de garantir mercado, o sistema capitalista costumeiramente impõe necessidades à sociedade. Em vista disso, a publicidade é uma tática utilizada para associar o estereótipo de felicidade com o produto a ser comercializado. Por conseguinte, isso pode ser evidenciado nos comerciais de cerveja que condicionam os momentos de alegria com a presença de belas mulheres junto ao consumo de bebidas. Diante desse contexto, confere-se que os meios publicitários são agentes que moldam o comportamento social, sobretudo, no que tange à aparência física.
Atualmente, percebe-se que o brasileiro está cada vez mais adepto aos hábitos saudáveis. Se por um lado isso é relevante para o seu bem-estar, por outro, a falta de orientação pode comprometer os resultados dessa tendência. Assim sendo, a busca de um corpo prefeito por meio do uso indiscriminado de remédios de emagrecimento, por exemplo, é uma prática que pode gerar danos à saúde do indivíduo. Junto a isso, cita-se ainda a frequente procura de procedimentos estéticos em clínicas clandestinas, que, por sua vez, acabam proporcionando os óbitos de pessoas desprovidas de informações quanto a correta conduta dessas atividades.
Dessa forma, com vistas à quebra da idolatria ao corpo, o Ministério da Saúde deve realizar programas de conscientização para realçar a ideia de que a saúde – conforme definição da OMS – deve preceder a beleza estética. Para isso, além da orientação de hábitos saudáveis, essa inciativa deve ampliar a rede de apoio médico para as pessoas afetadas pela anorexia e vigorexia. Além disso, cabe ainda ao governo (ANVISA) e aos conselhos de medicina, o combate à venda ilegal de remédios de emagrecimento, bem como ampliar a fiscalização sobre as clínicas de cirurgia plástica.
Portanto, diante ao exposto, conclui-se que a educação é uma arma efetiva para o enfrentamento do culto ao corpo propagado pelos meios publicitários.