O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 08/09/2017
O parnasianismo foi marcado pela padronização estético-literária, que, em grande parte, acontecia em detrimento do conteúdo das obras dessa escola, o que fica evidente em alguns livros do escritor Olavo Bilac. Fora do mundo literário, a padronização se tornou um problema, sobretudo quando está relacionado a fatores que afetam a saúde dos indivíduos, como a padronização corporal. Assim, faz-se necessária a tomada de medidas que atenue o impasse.
É indubitável que a indústria publicitária brasileira é um dos empecilhos causador do problema. E, por terem um senso crítico pouco desenvolvido, as crianças e os adolescentes são os mais afetados pela alienação causada pela mídia, como a difusão da ideia de que existe um corpo ideal, e que este é encontrado nas modelos e nos fisiculturistas. Fazendo com que os jovens tornem-se mais suscetíveis a desenvolverem quadros de depressão ou distúrbios alimentares acompanhados de automedicação. Ademais, a pressão psicológica exercida pela sociedade funciona como instrumento coercitivo, sendo comum haver uma tipologia estética para cada ocasião, como as que podem ser observadas no mercado de trabalho, que, em grande maioria acontece em detrimento da valorização intelectual.
Todavia, alguns problemas dificultam a resolução do impasse. A partir das ascensão do sistema capitalista técnico-científico, aumentou-se também o uso de aparelhos eletrônicos informacionais, como celulares, computadores e televisões, otimizando assim a atuação e a consequente persuasão do mercado propagandístico na sociedade. Além disso, a negligência do Estado frente ao problema é um dos motivos da permanência da adversidade. Não havendo a preocupação com a informação das consequências trazidas pelo culto a um padrão de corpo “ideal”, as pessoas tenderam a busca-lo pela ignorância.
Dessa forma, percebe-se a permanência do problema por fatores políticos e sociais. Por conseguinte, a fim de atenuar o impasse e tendo como base o pensamento liberal hobbesiano de que, “onde não há lei, não há liberdade”, o Congresso Nacional deverá criar uma emenda constitucional que regule a indústria publicitária, como horários, tipologias e faixa etária, objetivando diminuir a alienação causada por ela. Segundo o Filósofo Immanuel Kant: “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Assim sendo, o ministério das telecomunicações terá de promover mensagens conscientizadoras ,direcionado-as aos meios de comunicações governamentais, conforme o programa de rádio “Hora do Brasil”; ao mesmo tempo em que o MEC institui nas escolas palestras educativas ministradas por psicólogos e agentes sociais, que discutam sobre a busca da estética ideal e suas consequências, com o fito de informar a população, essencialmente os mais jovens, e reduzir o problema.