O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/10/2017
Título: Debate sobre o padrão corporal
Durante o período literário Romântico, os autores inspiraram-se nos padrões sociais da época para criar as personagens femininas, e assim, conseguirem conquistar as leitoras, as quais sentiam-se representadas no romance. Apesar do tempo, dos hábitos e pensamentos diferentes, atualmente, o padrão corporal e social ainda é imposto para a sociedade, tanto por livros como outros meios de comunicação.
Com isso, os comerciais, telenovelas e redes sociais são os principais meios de comunicação disseminadores do padrão de beleza no Brasil. A partir disso, a figura feminina é usada como um molde em comerciais. Como exemplo disto, o comercial de cerveja é padronizado com uma mulher jovem, magra e sem preocupações, isto é, nunca foi exibido uma mulher que é mãe, acima do peso e dona de casa. Além da objetificação da mulher, a publicidade e meios de comunicação impõem os valores de beleza, status social e hábitos culturais na sociedade.
Visto isso, o público feminino sente-se pressionado para alcançar o padrão da mídia. Dessa forma, os problemas psicológicos e físicos surgem na população brasileira. Assim como o tema é tratado no filme “O mínimo para viver”, no qual indica um grande problema social no mundo, além de mostrar as dificuldades do tratamento da anorexia, bulimia e depressão. Neste filme, o debate e a crítica sobre os problemas psíquicos são levados à sociedade, o que faz do filme ser um pouco perturbador aos olhos de muitas pessoas.
Através disso, observa-se o incomodo da população ao debater o tema, ou seja, as pessoas preferem não falar sobre a problemática e manter o culto à padronização corporal. Entretanto, existem soluções para trazer o debate à sociedade, além do tratamento para cada pessoa e família. Portanto, uma das soluções, advindas do Governo, é implementar em escolas e Unidades Básicas de Saúde mais profissionais da área psicológica. Assim, os psicólogos nas escolas podem realizar consultas tanto para alunos como para a comunidade, identificar os problemas, instruir e conversar com a família, e por fim, encaminhar crianças, adolescentes ou adultos para o tratamento nas Unidades Básicas de Saúde, na qual haverá grupos de apoio para os pacientes e o tratamento necessário. Dessa forma, a solução tem como agente principal o profissional de psicologia nas escolas, este identifica, orienta e encaminha os pacientes ao próximo agente: a Unidade Básica de Saúde, a qual realiza o tratamento e evita problemas futuros. Além de ambos trazerem a problemática para a sociedade, isto é, a padronização será debatida de forma saudável e com acompanhamento de um profissional da saúde.