O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/09/2017

É indiscutível a existência do culto a padronização corporal no Brasil. Isso vem se mostrando não apenas pela alienação provocada pela mídia, mas, sobretudo, pelo o aumento dos casos de depressão no país.                    Em primeira análise, é importante ressaltar a influência gerada pela indústria cultural, uma vez que a mesma introduz no tecido social um padrão não só de comportamento, mas também de beleza. Segundo a escola filosófica de Frankfurt, a cultura de massa está alienando as pessoas, haja vista que as músicas, fotos e verbetes não inferem nos indivíduos um pensamento crítico. Nesse contexto, podemos perceber a cristalização de uma consciência social passiva aos efeitos da mídia, uma vez que a propagação de modelos a serem seguidos como ideais, trazem como reflexos não apenas a depressão, mas também a perca da autoestima.

Segundo Francis Bacon, filósofo inglês do século XVI, um corpo sadio é um quarto de hóspedes para a alma. De forma análoga, podemos entender que a sociedade contemporânea não está de acordo com tal pensamento, logo, a busca constante pelo o corpo ideal, muitas vezes propagado pela mídia, leva em conta a aparência física em detrimento da saúde, ou seja, as pessoas estão se aventurando em rotinas radicais, dietas e receitas sem o acompanhamento de profissionais. Nesse âmbito, o principal reflexo é a elevação do índice de doenças psicológicas e isolamento social.

Torna-se nítido, portanto, que a padronização da beleza é um assunto grave e exige soluções imediatas. Ao Estado, cabe fazer valer as leis já existentes em relação a propagandas excessivas. A mídia, quarto poder, deve participar com avisos em todas as fotos e vides em que as características dos modelos forem alteradas por computador. A Escola, instituição formadora de valores, aliada a ONGS, deve realizar palestras aos pais e alunos para que possam refletir e discutir a questão de forma clara e eficaz.