O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/09/2017
No mundo da estética, possuir o corpo perfeito é o primeiro quesito para se enquadrar no padrão estético social. A valorização seletiva de um tipo de corpo no Brasil resulta em uma busca, às vezes, insana e dolorosa, por uma parcela da sociedade. Desse modo a saúde, na maioria das vezes, é deixada em segundo plano, devido a um padrão imposto.
Protótipo perpetuado, no mundo da moda se torna assim quase impossível desfazê-lo, uma vez que esse modelo, imposto pela mídia, não flexibiliza para o englobamento de novos padrões. Isso se torna, muitas vezes, angustiante para as pessoas que não se enquadram nesse padrão, gerando nelas um sentimento de frustração.
Devido a esse sentimento as pessoas, principalmente as mulheres jovens, desenvolvem distúrbios alimentares que comprometem, desnecessariamente, a saúde. O surgimento de incentivos, contrários a essa valorização não saudável do corpo, aumentou nos últimos anos, embora ainda seja algo indiferente à sociedade.
Atingir o corpo perfeito não precisa, necessariamente, ser um processo radical, já que a saúde interior é extremamente influente para a aparência exterior. Assim, a beleza que para muitos é considerada prioridade, deveria ser alcançada com saúde.
O comprometimento da saúde e a valorização social de um padrão específico de corpo, são características da sociedade moderna que “assombra” muitas pessoas. A permissão de propagação desses padrões é uma situação deplorável, que precisa ser mudada. Campanhas governamentais realizadas por voluntários, através dos meios de comunicação, principalmente os preferidos pelos jovens, sites e redes sociais, ajudariam a desconstruir, aos poucos, esse padrão imposto.
Assim, com essa conscientização, as pessoas se sentiriam mais fortalecidas para reprimir e sufocar esses padrões, contribuindo para o surgimento de complexos globais.