O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 04/09/2017

As leis brasileiras protegem o indivíduo através da Constituição. Entretanto, quando se refere às publicidades que selecionam o ideal de corpo e segregam os demais, verifica-se que elas são pouco aplicáveis. Assim, os cidadãos são levados a observar anúncios que divulgam padrões corporais e os colocam como referenciais de felicidade e bem-estar.

E imprescindível apontar que as propagandas estão no cotidiano de muitos. Isto é, o corpo padronizado, os belos sorrisos e os bens materiais que elas apresentam atingem grande parte da população. Dessa forma, de acordo com o filósofo Michel Foucalt, todas as relações humanas são permeadas por relações de poder. Logo, torna-se evidente a influência que os anúncios possuem sobre os indivíduos.

Além disso, deve-se ressaltar, consequentemente, as doenças relacionados com a busca incessante do corpo ideal. Nesse sentido, são destaques a anorexia, bulimia e depressão. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 3,6% da sociedade brasileira sofre de depressão, que tem como uma das maiores causas o não contentamento com o corpo. Logo, as pessoas estão idealizando padrões corporais em detrimento da saúde.

Fica claro, portanto, que os cidadãos são coagidos a incorporar referenciais de corpo perfeito. Desse modo, é necessário o suporte das leis contra exageros das mídias publicitárias. Isso deve ser feito pelo Governo com maior controle e fiscalização sobre os agentes publicitários. Ademais, é essencial o tratamento das pessoas que têm dificuldades clínicas com o corpo. Isso deve ser realizado pelo Ministério da Saúde com o maior investimento nessa área.