O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/09/2017

Desde a revolução industrial e a ascensão do capitalismo, os valores humanos essenciais vão de encontro com o interesse privado do homem. Devido a isso, é possível afirmar que hoje a imagem difundida do homem é desagregada ao real, resultando em diversos malefícios em nossa convivência, algo lamentável.

Nesse contexto, é de senso comum que a padronização exposta pela mídia e pelos meios de comunicação se torna mais prejudicial do que aproveitadora. Visto que, o corpo malhado é usado como pretexto para uma vida saudável e o indivíduo ver, muitas vezes, um objetivo inalcançável, por questões biológicas e, consequentemente, buscam meios ilícitos prejudicando a saúde.

Além disso, existem aproveitadores que vendem produtos com emblema de naturais e promessas de resultados aproveitosos, todavia são desprovidos de bases científicas e só servem para golpes, podendo levar a vítima a falência por endividamento. Somado a isso, há também o lado psicológico que podem ser totalmente destruindo em busca de tal objetivo, rejeitando os afazeres do cotidiano e se não for tratado devidamente são capazes de virarem uma depressão ou até mesmo suicídio.

Com base nos argumentos supracitados, há um caminho árduo a se seguir, porém, não é impossível. A sociedade juntamente com ONGs podem pressionar o governo a tomarem medidas a respeito, como o aumento da rigidez da legislação contra aproveitadores e sobre o comercio ilegal. Não somente isso cabe a mídia mostrar as diversas formas que existem do corpo e os órgãos competentes realizarem palestras em escolas para o respeito mútuo, entretanto tais medidas não devem deixar de lado o cuidado com a obesidade.

Por fim, outras atitudes devem ser tomadas, mas, como dizia Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”