O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/09/2017

As feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental. No verso do poeta Vinícius de Morais percebe-se que o conceito de belo no século XIX já era importante, atualmente com o avanço dos meios de comunicação houve uma crescente preocupação com a imagem e a estética por parte dos indivíduos. Se cuidar é saudável, entretanto o problema está quando a busca pelo ideal perfeito, imposto para á população, se torna exagerada.

Em primeiro lugar, segundo o filosofo Karl Marx é a classe dominante que impõe os pensamentos em uma sociedade, nesse sentido a massificação feita pela mídia é basicamente para impulsionar a comercialização excessiva de cosméticos e dietas  hipercalóricas, uma vez que o cuidado com o corpo ganha cada vez mais espaço. Tanto quanto a mesma, Hollywood com o cinema ajudou a criar novos padrões de aparência, difundindo a cultura do consumo e mostrando estilos de vida desejáveis para o mundo inteiro.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a satisfação é um estado completo de bem-estar físico, mental e social. Por isso, não basta somente ficar em forma, como também estar bem consigo mesmo. Todavia, na busca desenfreada pela beleza muitas pessoas acabam ultrapassando seus próprios limites, acarretando assim transtornos alimentares como bulimia, anorexia e a vigorexia - que é a obsessão por músculos-. Logo, o corpo e a mente são afetados ocasionando, na maioria das vezes ao isolamento e a depressão.

Dito isto, mudanças se fazem necessárias para resolver o impasse. As ONGs com a ajuda da população devem pressionar a mídia para que esta diminua os horários das propagandas que incentivem a esse nicho de consumo. Ademais, cabe ao MEC criar palestras informativas e educativas nas escolas para uma participação efetiva dos alunos e da comunidade, com o objetivo de incentiva-los a cuidar melhor da saúde sem ultrapassar seus limites. Afinal, segundo Platão defendia, o importante não é apenas viver, mas viver bem.