O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/09/2017

A Afrodite é uma das deusas mais célebres da mitologia grega, sendo uma das maiores representações do cultivo á perfeição e ao belo na Grécia Antiga. Desta forma, os padrões corporais atingem em especial as mulheres, visto que os mitos da beleza feminina, da juventude eterna, através da cultura “corpo perfeito” como grande projeto do ser humano, parecem constituir grandes ilusões, o que pode levar à ansiedade, baixa autoestima e a transtornos alimentares tais como a bulimia e anorexia, principalmente entre os adolescentes.

A mídia, constantemente vem apresentando moldes de beleza simétricos e esculpidos, no qual associam através da publicidade seres humanos artificiais e comercializados como padrões a serem seguidos. Tal fato, faz com que homens e mulheres tornem-se escravos de seu próprio corpo. Além disso, com a maximização das redes sociais, ligado ao advento das fotos e vídeos em tempo real, fez essa ditadura corporal atingir proporções ainda maiores.

Uma pesquisa feita pelo Jornal G1, constatou que o Brasil é o segundo no ranking de cirurgias plásticas no mundo, e que essa indústria de fabricação de beleza tem aumentado exponencialmente. Ademais, pessoas que não seguem esses padrões, são altamente reprimidas e isoladas, essa estigmatização tem sido a causa de muitos casos de depressão e baixa auto-estima na sociedade.

Para resolver esse impasse, escolas e pais devem se aliar, no trabalho contra a disseminação de esteriótipos. Outrossim, a criação  de ONG’s especializadas para pressionar a mídia na mudança de padrões, associados a palestras em centros comunitários e educacionais, referente ás cirurgias plásticas sem acompanhamento de profissionais e exames prévios, e até onde a modificação corporal pode ser prejudicial a saúde.