O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/09/2017

“Seja magro(a)!”; “Tenha músculos bem definidos!”; “Alise os cabelos e deixem-os crescer para ficar bonita!”. Essas são umas das muitas exigências para ter o corpo e beleza padrões. Com isso, hoje, no Brasil, é difícil não sentir-se pressionado a buscar atender tais requisitos e isso é um problema.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que cada ser humano tem um genótipo próprio e por isso, ter um modelo a seguir não faz bem à saúde, porque muitos tentam emagrecer, por exemplo, e não ficam iguais ao exigido, desencadeando transtornos alimentares e psicológicos, como o aumento da ansiedade e perda da autoconfiança.

Nesse sentido, Durkheim, ao estudar os fatos sociais, desenvolveu a teoria da coercitividade, na qual, a sociedade impõe padrões e todos os seguem, sem perceber, para não serem excluídos socialmente, enquanto  que as diferenças deveriam ser motivo de orgulho em um país heterogêneo como é o Brasil.

Portanto, medidas são necessárias para extinguir a idealização do corpo perfeito. A mídia, principal influente, precisa exaltar a beleza da heterogeneidade, criando propagandas de valorização aos diferentes tipos físicos. Outrossim, as famílias devem ensinar em seu seio, que não existe aparência feia ou bela, mas sim, a forma como cada um prefere apresentar-se diante da população e a respeitar as escolhas dos outros. Ademais, a sociedade não pode continuar segregando as minorias, a fim de construir um futuro livre de preconceitos.