O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/09/2017
Corpolatria: Doença ou Bem-Estar?
Por volta dos anos 50, o corpo ideal desejado pela sociedade feminina, era robusto e cheio de curvas. Já em 1960, o espelho era uma mulher delicada e com rosto de " boneca “. Apenas dez anos se passaram e uma mudança drástica foi decidida; o bem-estar e a saúde da população não estavam preparados para se enquadrar nos padrões impostos pela mídia.
Atualmente, esse problema vem crescendo com uma proporção preo-cupante. Cada vez mais, as pessoas se vem na obrigação de se encaixar no que seria a " perfeição física “. Assim, cegos por essa obsessão, muitas vezes abrem mão da saúde, encarando consequências irreversíveis, apenas para ter o resultado desejado.
O Brasil é o segundo na colocação mundial de cirurgias plásticas, segundo uma pesquisa do site G1.com. Recorrer a cirurgias plásticas, praticar exercícios físicos, tomar suplementos alimentares e cuidar do corpo de maneira geral, não são um problema em si. Mas todo excesso tem seus males, como, por exemplo, a utilização de anabolizantes, asteroides, dietas exacerbadas e plásticas clandestinas, que além de afetar a saúde, podem levar a óbito.
Diante disso, o viável seria a mobilização midiática e social, por meio de correntes, propagandas e reportagens, informando que não há padrão de beleza e conscientizando que o ideal é ser saudável. Já o governo, deve fazer campanhas de prevenção a doenças relacionadas ao tema e, disponibilizar profissionais especializados, como, psicólogos, terapeutas e nutricionistas, para auxiliar os afetados em sua recuperação.