O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/09/2017
Para o filosofo e poeta espanhol Ramón de Campoamor, “a beleza está nos olhos de quem a vê”. Entretanto, não é bem isso que podemos perceber nos dias de hoje. Devido ao grande bombardeio de anúncios que somos expostos diariamente, muitas pessoas estão se deixando influenciar pela mídia na busca por padrões utópicos de beleza, em muitos casos acabam levando a pessoa a desenvolver vários transtornos que podem ocasionar graves danos à saúde.
Nesse contexto, a sociedade vem sendo moldada de acordo com padrões que favorecem a indústria da beleza. Ainda que, cuidar da saúde e do bem estar físico seja muito importante, deve haver um limite entre estética e saúde. A fisiologia de cada individuo é diferente, é nesse ponto que mora o perigo entre o que é bom e o que é ruim para a saúde. Portanto a industria da beleza deve influenciar não só o consumo de seus produtos, mas também conscientizar a população que há limites individuais para cada biotipo, que devem ser respeitados nessa busca pelo corpo perfeito.
Além disso, ao se deixar influenciar por propagandas as vezes enganosas, muitos indivíduos acabam desenvolvendo sérios transtornos, que podem ocasionar graves danos a saúde, tais como: a anorexia, bulimia e a vigorexia. Sabemos, no entanto, que aliado a esses problemas temos outros, por exemplo: a perda do convívio social, e isso pode levar ao aparecimento da temida depressão, por não alcançar o padrão físico difundido pela mídia.
Diante do exposto, cabe a sociedade e as industrias, usar de bom senso para não deixar esse problema aumentar. O governo deve regular até onde as empresas podem ir com suas propagandas, e promover em rede nacional campanhas de conscientização, as empresas devem divulgar em suas propagandas um padrão que seja alcançável e a sociedade deve evitar ser influenciada pela utopia que a mídia prega. Afinal, segundo Platão defendia, o importante não é apenas viver, mas viver bem.