O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/08/2017

“O mínimo para viver”, filme lançado em 2017 pelo cinema norte americano, relata o drama vivenciado por uma jovem que ao buscar o corpo “perfeito” acaba adquirindo vários risco à saúde. Hodiernamente, com o avanço da sociedade moderna e a consolidação da mídia como massa de manobra, o culto ao padrão corporal imposto pelos grandes veículos vigentes trouxe à população uma incansável busca pela “beleza perfeita” e uma vaidade excessiva.

Dentre as estratégias de lucro adotadas pela indústria estética, uma delas foi criar modelos utilizados pelas mais glamurosas pessoas presentes na alta sociedade, sejam pernas torneadas, cabelos lisos ou dentes brancos, todos eles expostos em revistas, filmes, novelas, que no final foram conquistados de uma única forma: consumindo os produtos vendidos no mercado. Entretanto, o Brasil com sua enorme desigualdade social, sofre continuamente com os efeitos negativos do culto ao corpo, que são as enormes exclusões sofridas por aqueles que não possuem uma renda favorável capaz de suprir os estereótipos impostos pela questão estética.

Ademais, a padronização implica em uma menor aceitação corporal e uma baixa autoestima, problemas que oprimem os menos favorecidos e podem se agravar gerando casos de anorexia, depressão, suicídio, entre outros. É indubitável que os jovens são os principais alvos por estarem mais presentes em aglomerados e  iniciando o processo de socialização.

Ante ao exposto, infere-se a necessidade de uma maior diversidade presente em instrumentos propagandísticos, que deve ser realizada através de veículos de influência e demonstrem uma representatividade para todos os tipos de corpos existentes. Além do mais, cabe ao Ministério da Educação promover a todos os órgãos educativos, debates e palestras que auxiliem na auto aceitação de cada jovem, demonstrem que o cuidado com o corpo não pode ser de forma tão intensa e a saúde mental é sempre a primeira a ser cuidada.