O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 22/09/2017

De acordo Lavoisier, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Prova disso, são as mudanças relacionadas ao estereótipo imposto ao tecido social. Isso se evidencia não só na disseminação dos ideais midiáticos, onde a sociedade deve buscar o “corpo perfeito”, como também, o preconceito para com aqueles que não seguem o padrão estabelecido.

Em primeira instância, é importante ressaltar a corrida mercantilista das empresas em consonância com a mídia para estabelecer um padrão para o corpo belo. Muitas pessoas começam a passar por procedimentos cirúrgicos arriscados, dietas extremas, atividades físicas além do limite, causando doenças psicossomáticas quando não se alcança o desejado e em alguns casos leva a morte, tudo isso para seguir um ideal de uma sociedade capitalista e padronizada.

Além disso, aquelas pessoas que não seguem esse padrão, de um corpo forte, esbelto, são excluídos socialmente. É notório, o aumento do bullying, até mesmo em crianças que, desde cedo são bombardeados com informações sobre qual estereótipo seguir, e aos que não estão no parâmetro sofrem com apelidos pejorativo, menosprezo e até mesmo violência física. Fatos assim são causas plausíveis para doenças como  depressão e a falta de autoafirmação de muitos indivíduos. Logo, é preciso combater esses casos, não com violência, mas retirando essa ideia de “corpo perfeito” e adequando uma nova, “corpo saudável”.

Fica claro, portanto, que é necessário lembrar da preciosa lição ensinada por Lavoisier e transformar sim a realidade, mas para algo que possa se orgulhar. Logo, cabe a mídia com responsabilidade e com sua postura influenciadora mostrar que um corpo saudável é o mais importante e que não é preciso seguir padrões para ser social. Ademais, as escolas e famílias ensinarem as crianças através de ficções engajadas e palestras educadoras a importância de respeitar outrem independente das condições, para que assim possamos ter uma sociedade consciente e harmônica.