O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/09/2017

Curvas, bundas, peitos. O corpo brasileiro é mundialmente famoso a partir de definições idealizadas sobre a forma, deixando de lado funcionalidade e saúde. Essa aclamação pelo modelo ideal leva crianças, jovens e adultos a desenvolverem problemas sociais, físicos e psicológicos. Quando ignoram a importância dos diferentes tipos de corpos para a evolução e tentam se encaixar na padronização corporal.

Ao falar-se em “aparência”, deve-se considerar a existência de inúmeros elementos de transformação, desde mudanças provisórias como as feitas a partir da maquiagem, até mudanças permanentes como cirurgias plásticas. Entretanto elementos de transformação são os efeitos ligados a pressão social da beleza ideal, essa sim, sendo a causa.

O papel da mídia na divulgação de um estereótipo corporal é nítido, concursos de “beleza”, definem o belo como um só, invalidando a pluralidade de tipos, etnias e gostos individuais. Influenciando a qualidade de vida em ambientes sociais, escolares e de trabalho. Portanto, emerge a necessidade de ações para reeducação social quanto ao conceito da predefinição de beleza, causa de problemas que menosprezados podem levar ao óbito.

Ao repensar o modelo escolar, pode-se incluir ao currículo o estudo de nutricição bem como acompanhamento psicológico para todos os alunos, por meio dessa iniciativa governamental o individuo aprenderia a estabelecer relação saudável com a comida e os nutrientes necessários para manter um corpo saudável, corpo esse que pode encontrar-se sadio em inúmeras formas. Como também pessoas que ja se encontram presas a necessidade de atingir “certo tipo” de aparência e sofrem das consequências que essa insatisfação consigo mesma promove, receberiam ajuda médica gratuita inserida no seu dia a dia desde a infância. Assim, com a desmistificação das inseguranças corporais desde sua origem, daríamos lugar para a pluralização de corpos rostos e beleza de indivíduos seguros quanto a aparência corporal.