O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/02/2022
O filme " O mínino para viver" mostra o cotidiano de uma jovem que so-
fre transtornos alimentares por pressão dos padrões estéticos, o que a faz comer pouco e se exercitar muito. Fora da ficção, na atual sociedade brasileira, o culto ao estereótipo magro é bastante evidenciado dentro de certos grupos, a exemplo do público feminino. Assim, o problema em questão deve ser analisado de meneira cautelosa, a fim de explorar suas causas e consequências.
Frente a essa situação, a mídia, juntamente com as raízes passadas, exerce forte influência no quesito da imposição de corpos perfeitos. Dessa maneira, na Grécia Antiga, os cidadãos deveriam ter o físico magro e musculoso para serem considerados bonitos. Assim, nota-se que essa obsessão pelo corpo possui laços históricos e perdura até a contemporaneidade, contudo, as ações midiáticas contribuem para que esse impasse aumente a cada dia. Destarte, é perigoso que os meios comunicativos iduzam as pessoas a desejarem físicos inalcansáveis e irreais, pois isso gera uma decepção futura.
Outrossim, as condutas comportamentais decorrentes da influência midiática são perigosas e negativas. Nesse sentido, o site de notícias G1 divulgou uma reportagem em que a enfermeira Edmara Silva de Abreu tomou remédio emagrecedor e acabou morrendo por complicações do medicamento. À vista disso, percebe-se que boa parte da sociedade está cada vez mais preocupada com a aparência corporal, o que pode gerar sequelas desastrosas, como a depressão pela ilusão de uma imagem falsa. Além disso, os transtornos alimentares, a exemplo da bulimia e anorexia, são problemas decorrentes da padronização dos corpos.
Portanto, para que o paradigma corporal “perfeito” não leve as pessoas a caminhos trágicos, como o caso da enfermeira, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, faça debates púbicos nos colégios e centros populares. Logo, a ação acontecerá por meio da divulgação da mídia nas redes sociais, de modo que os debates sejam uma forma de mostrar ao público os problemas físicos e psicológicos que imagens irreais fazem com as pessoas. Espera-se, com isso, uma maior representatividade e liberdade corporal para todos os indivíduos.