O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/10/2021

O livro 1984, de George Orwell, discorre a problematização de como a mídia cotrola as massas por meio dos veículos de comunicação. Em paralelo à ficção, a indústria midiática brasileira fatura com a exploração da saúde mental da população, pregando um padrão de beleza inalcançável e punindo aqueles que fogem à regra.

Em primeira análise; bulimia, anorexia, baixa autoestima e auto mutilação são problemas diretamente ligados ao processo de massificação de corpos. Observa-se também que, a exposição precoce de crianças e adolescentes às redes sociais agrava as consequências da pressão estética da mídia,  fato esse comprovado ao analisar, por exemplo, os comentários feitos em fotos de pessoas que condizem ao molde de “corpo perfeito”, nos quais jovens exaltam a perfeição e condenam a si mesmos com pensamentos de ódio e inferioridade.

Ademais, marcas famosas de roupas como “Victoria´s secrets”, cujo desfiles influenciam grande parcela da juventude, se negaram a incluir modelos com corpos não magros até o ano de 2018, assim infere-se que há uma grande falha com a representatividade dos corpos que representam mais da metade da população mundial. Em contraponto, movimentos como o “body positive” lutam contra a doentia imagem de corpos perfeitos , sendo considerado um ponto seguro para os juvenis que tem acesso a esse nicho.

Portanto, é mister que a mídia tome providências para melhorar o quadro atual. Para que o culto exarcebado à perfeição acabe, urge que os indivíduos pressionem a mídia por meio de uniões contra a manipulação e alienação midiática, e em adicional iluminar sujeitos que sofrem com as consequências da pressão estética por meio de campanhas em redes sociais e passeatas conscientizadoras, afim de oferecer um ponto seguro. Somente assim a mídia parará de influenciar negativamente a autoestima dos brasileiros e começará a ajudar com a normalização dos corpos do jeito que eles são, assim excluindo o tóxico padrão.