O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 23/09/2021
A série americana “Insatiable” mostra como a personagem principal é julgada por ser obesa e como ela consegue se recuperar e ficar bem diante de tanto preconceito. Entretanto, fora da ficção, os indivíduos são cruéis e os efeitos negativos a saúde é gravíssimo, além disso todos os traumas e cicatrizes não se curam fáceis. Desse modo, o culto à padronização corporal no Brasil é fruto da influência dos meios de comunicação e na padronização corporal que foi imposto pela sociedade.
A priori, George Orwell - escritor e jornalista - afirma que a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa. Diante disso, na contemporaneidade, esse pensamento é uma verdade plausível, pois os adolescentes passam muitas horas do seu dia nas redes sociais, observando o cotidiano dos famosos influencers digitais com suas vidas e corpos perfeitos. Em resumo, os jovens não são comunicados que para obter aqueles corpos “incríveis” são necessários muitos procedimentos estéticos.
Posteriormente, segundo Karl Marx - filósofo, sociólogo e jornalista - o pensamento prevalecente em uma sociedade é imposto pela classe dominante. Sendo assim, tal pensamento se mostra cada dia mais verídico e preocupante, uma vez que, as classes mais baixas não tem condições necessárias para fazer cirurgias plásticas e harmonizações faciais. Consequentemente, eles acabam buscando profissionais que façam procedimentos mais baratos e muitas vezes o resultado fica precário e com sequelas.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para erradicar a padronização corporal no Brasil. Em síntese, cabe as famílias, em parceria com as mídias digitais, trabalhar diariamente em campanhas e divulgações dos prejuízos e da importância da aceitação sobre o corpo, por meio de palestras com psicólogos nas escolas e divulgação nas redes sociais, a fim de que os adolescentes entendam que cada corpo é único e diferente. Enfim, disseminando todo preconceito ao corpo.