O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/10/2021
No filme “O Mínimo Para Viver” é retratado a luta diária de uma jovem que sofre de anorexia, vítima não só de um distúrbio alimentar, mas também, de uma vontade insaciável de ser magra para se sentir bonita e perfeita. De maneira análoga à obra cinematográfica, o culto à padronização corporal no Brasil, tem acarretado, infelizmente, diversos celeumas. Esses estão diretamente relacionados à divulgação de corpos perfeitos nas redes sociais e à propagação de métodos de emagrecimento prejudiciais. À vista desse conceito, essa prática de padronização, é bastante prejudicial.
Em 2017, Zygmaunt Bauman declarou que as redes sociais eram uma armadilha. Mais precisamente, elas apresentam uma realidade distorcida da sociedade. Corpos perfeitos são idealizados e figuras humanas reais de homens e mulheres são desvalorizadas. Nesse contexto, destaca-se a influência negativa por trás da mídia. Evidentemente, é distruibuída uma imagem de “carcaças” fictícias que são culteadas como o padrão ideal.
Paralelo a essa perspectiva da ação dolosa da mídia, como consequência, as pessoas se tornam infelizes consigo mesmas e são influenciadas a se submeterem a rígidos métodos de emagrecimento e aperfeiçoamento da estrutura corporal. Subitamente, transtornos alimentares são adquiridos, ademais, procedimentos estéticos de risco são legalizados. A proliferação de estilos de vida que não são saudáveis cresce e com isso, o número de vítimas da padronização corporal se multiplica. Em síntese, se torna indiscutível solucionar as consequências desse culto à padronização corporal.
Nessa esfera, cabe ao Ministério da Saúde e ao governo promoverem melhores de condições de acompanhamento corporal nas escolas, por meio da contratação de nutricionistas - que deverão fazer um acompanhamento semanal da saúde dos alunos, atentando-se a qualquer manifestação de algum distúrbio alimentar ou processo de emagrecimento doloso, minimizando os efeitos de uma divulgação do corpo padrão.