O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 22/09/2021

No filme “O Diabo veste Prada”, a protagonista é induzida a acreditar que só será bem sucedida se ela se enquadrar em um modelo imposto pela indústria da moda (ser magra e se vestir bem). Nessa perspectiva, e ela realiza uma tranformação radical em sua aparência. Tal concepção aduz à uma ideia de veneração à uma padronização corporal, que está diretamente relacionada a beleza estética. Nesse contexto, torna-se um problema, uma vez que exerce uma pressão nos indivíduos que gera impactos extremamentes negativos.

Em primeiro lugar, é importante destacar o papel da pressão psicológica na qual os indivíduos estão expostos. A mídia é uma das grandes responsáveis pela reprodução desse padrão de beleza e é totalmente maléfica, visto que induz as pessoas a questionarem sua aparência física e a se compararem com as belezas “extraordinarias” da mídia, levando a se sentirem mal consigo mesmas, adoecendo-as. Nesse sentido, uma pesquisa, realizada pela  marca “Dove”, afirma que 63% das mulheres se sentem pressionadas a se adequarem ao padrão estético - que é reproduzido pela mídia - e, pelo menos, 2 em 10 dessas mulheres apresentam algum distúrbio psicológico.

Por conseguinte, é necessário analisar o impacto negativo dessa pressão. As pessoas que não fazem parte do modelo imposto, sofrem preconceito e lutam para se enquadrar no padrão. Logo, estão propensos a desenvolver distúrbios psicológicos como depressão, baixa autoestima, ansiedade e distúrbios alimentares como anorexia e bulimia. Nessa lógica, na série “Pretty Little Liars” a personagem Hanna é vítima de bullying (por ser gorda) e a pressão sobre sua aparência e tanta que ela desenvolve distúrbios psicológicos graves, como a bulimia, que a deixam com a sáude fragilizada, evidenciando o fato supracitado.

Fica evidente, então, o culto a padronização corporal e os problemas que o cercam. Para tanto, é dever da Mídia criar uma política para a desconstrução do padrão de beleza imposto para a sociedade, por intermédio da inserção de pessoas “fora do padrão” nas campanhas publicitárias, novelas, séries e filmes, para ressaltar a diversidade e a pluralidade das belezas existentes. Além disso, o Ministério da Saúde deverá alertar a população dos impactos negativos que estão relacionados a busca incansável para fazer parte desse padrão de beleza. Dessa maneira, haverá uma desconstrução e situações como a do filme “O Diabi veste Prada” não vão acontecer. Além disso, a saúde dos indivíduos será preservada.