O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 03/09/2021
Na música “Pretty Hurts”, composta por Beyocé, fica evidente a necessidade das pessoas de terem o “corpo perfeito”, bem como o sofrimento para alcançá-lo. Não distante da nossa realidade, o culto à padronização corporal no Brasil tem gerado diversas consequências na saúde e no modo de pensar à respeito de alterações cirúrgicas, muitas vezes decorrentes da imposição midiática pelo padrão de beleza, como disturbios alimentares e buscas recorrentes por cirurgias plásticas.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que os disturbios alimentares são uma das principais consequências do culto à padronização do corpo no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% dos adolescentes já sofrem com disturbios alimentares como anorexia e bulimia. Dessa maneira, nota-se que a pressão estética é, infelizmente, atingida em várias idades, podendo afetar sériamente o quadro de saúde do indivíduo se não for procurado um especialista para tratar do caso.
Outrossim, a busca recorrente por cirugias plásticas também é resultado dessa pressão. De acordo com uma pesquisa comissionada pela Dove, mais de 80% das mulheres entre 18 e 37 anos sentem-se pressionadas à atingir o padrão estético imposto. Sendo assim, a popularização de cirurgias para “esculpir” o corpo torna-se cada vez maior, podendo atingir diretamente a saúde da pessoa, apenas para tentar alcançar um corpo padronizado.
Dados os fatos citados, nota-se a necessidade de mudança em relação à situação abordada. Portanto, deve-se por meio do Ministério da Saúde, juntamente às mídias televisivas e sociais, criar uma campanha publicitária envolvendo pessoas de influência, de modo que atinja o público, alertando sobre os perigos do culto excessivo à padronização do corpo, o qual, precisa ser cada vez mais desconstruído, para que assim, tenhamos menos pessoas sofrendo por tentar alcançar um padrão de beleza.