O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 16/09/2021
Segundo o filósofo Émille Durkheim, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo essa linha de raciocínio, o culto à padronização corporal no Brasil constrói um ambiente patológico, em crise, e interfere no desenvolvimento do país. Sendo assim, é imprescíndivel analisar as raízes do problema, a citar, a busca por aceitação e os ideais divulgados por meio dos veículos de comunicação.
Em primeiro lugar, os indivíduos sentem-se pressionados a seguir um padrão estético para serem aceitos. De acordo com a pesquisa realizada pela empresa Dove, 63% das mulheres afirmam que o sucesso depende da aparência. É perceptível, então, que são utilizadas diversas estratégias, como dietas restritivas, cirurgias plásticas e consumo de produtos específicos a fim de alcançar o corpo perfeito. Assim, é inaceitável que alguns grupos realizem procedimentos prejudiciais a saúde para manter-se no padrão.
Ademais, tais estereótipos são reforçados pelos veículos midiáticos. Seja por influencers ou propagandas, o conteúdo transmitido tem o intuito de manipular a população através da busca pelo físico ideal. Dessa maneira, os indivíduos são influenciados a consumir alimentos, investir em academias e produtos para emagrecer, com o intuito de atingir o resultado prometido pela mídia. Nesse cenário, faz-se necessário uma mudança de postura das mídias sociais.
Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar a temática em questão no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas juntamente com profissionais especializados na área, por exemplo, psicológos e nutricionistas, em espaços públicos para descontruir tais padrãos e orientá-los a buscar um corpo saudável. Além disso, o Estado deve desenvolver leis que assegure que o conteúdo divulgado pela mídia não interfira na saúde física ou psicológica do telespectador. Dessa forma, espera-se que a problemática seja amenizada no Brasil.