O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/08/2021
A série “Insatiable”, disponível na plataforma de vídeos Netflix, evidencia a relação de uma menina que sofre na busca de se enquadrar nos padrões corporais impostos pela mídia e por concursos de beleza da sua cidade. Analogamente, fora da ficção é notório que situações semelhantes a vivida pela personagem, ocorrem também no cotidiano dos brasileiros que, influênciados pela mídia, sentem-se inferiores aos padrões estéticos e consequentemente tornam-se inseguros já que a beleza de seus corpos naturais é considerada o oposto.
Primeiramente, no período histórico da Terceira Revolução Industrial, também conhecida por Revolução Informacional, surge no mundo os primórdios do que é hoje a internet. A príncipio, tal avanço trouxe ao homem um meio ideal para a propagação de notícias e informações. Contudo, esse novo “espaço” promulgou a disseminação de propagandas e intensificação de padrões corporais. Tornando assim, cada vez maior, a cobrança das pessoas pela perfeição irreal divulgada nas redes sociais, pelo meio de aplicativos de edição fotográfica e até a banalização de cirurgias plásticas. Situação que se exemplifica pela célebre frase “O homem é o lobo do homem”, do filósofo Thomas Hobbes.
Indubitávelmente, na busca incansável de se sentir bonito perante a sociedade atual e seus padrões, as pessoas criam inseguranças com seus próprios corpos, que não são representados no meio digital e do entretenimento. Fato esse que, forma no inconsciente da população a ideia de que as belezas fora do padrão midiático, não devem ser contempladas ou simplesmente respeitadas. Contudo, sob o mesmo víes, essa problemática é evidenciada com o pensamento do escritor e psiquiatra Augusto Cury, que revela a situação de o homem se encontrar só, em meio a multidão.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) promova, por meio de palestras e atividades, o ensino da importância de identificar que nem tudo que é publicado na internet é real ou deve ser almejado, a fim de formar jovens menos inseguros em relação a própria imagem. Dessa forma, será possível que os padrões estéticos afetem menos a saúde mental dos cidadãos, agora mais conscientes e confiantes. Assim, evitando que situações de sofrimento como a exposta no filme supramencionado ocorram.