O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/08/2021
No filme “Anorexia - A Ilusão da Beleza”, a protagonista Hannah conhece um site que possui uma comunidade que incentiva a busca pela magreza excessiva. Fora da ficção, infelizmente, essa problemática é uma realidade no Brasil. Diante disso, é necessário combater o culto à padronização corporal na sociedade brasileira, visto que o número de transtornos alimentares vem crescendo à medida que padrões de beleza são impostos.
Em primeiro lugar, a imposição de uma estética ideial representa um grande atraso para a população brasileira. Conforme a Teoria do Hábitus, de Pierre Bordieu, a sociedade possui padrões que são impostos. Dessa forma, a falta de amparo social somada com uma necessidade de encaixe nos padrões moldam uma sociedade exclusiva. Além disso, a pressão por um modelo ideal intensifica, cada vez mais, doenças psicológicas.
Ademais, tal problemática contribui para casos de transtornos alimentares. De acordo com a OMS, a saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença. Diante disso, muitas pessoas vêm sendo diagnosticadas com anorexia ou bulimia devido a incessante busca por aceitação social referente à estética. Logo, percebe-se que a disseminação desses transtornos reflete a presença de uma sociedade opressora.
Fica claro, portanto, a urgência na tomada de medidas contra os padrões impostos pela sociedade. Logo, o Ministério da Educação em conjunto ao Ministério da Saúde deve promover campanhas públicas e propagandas por meio de verbas governamentais com o incentivo a ideologia de que não existe um padrão corpóreo ideal. Nesse sentido, o intuito da medida é diminuir o número de casos de transtornos aliemntares e conscientizar a população que padrões não devem ser impostos. Tais medidas criam uma sociedade inclusiva que não estereotipa seus indivíduos.