O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/07/2021
Com o crescente desenvolvimento do capitalismo na sociedade, surge com ele a necessidade da publicidade dos meios de produção. Tal indigência apela muita das vezes para a imagem feminina, que por sua vez requere um padrão estabelecido por essas empresas. Com isso, a mulher vive nessa imagem declarada como a correta desde a infância até sua vida adulta, vivendo em uma cultura de extrema preocupação pela sua imagem que também é algo passado de um parentêsco ao outro.
Em primeira análise, o fato dessa cultura ser algo hereditário está relacionado à preocupação de semelhança da criança com sua mãe ou parentescos próximos. Sendo assim, pode-se relacionar ao passado, onde a maioria das mulheres da classe burguesa ensinavam suas filhas a forma “ideal” de se vestir e de se comportar. Isso causa certo desconforto à uma pessoa ao experimentar um novo estilo, saindo desse padrão ensinado a ela.
Outro motivo, é a extrema influência das redes publicitárias ao impor em sua maioria, apenas um modelo de mulher para seus produtos, sendo elas com quadril largo, cintura fina e cabelo liso. Essa atitude faz com que o público tenha dúvidas sobre seu corpo e aparêcia, surgindo nele uma necessidade de mudar, levando assim ao padrão imposto. Tal ação fica explícita na série cartoonesca “Rick and Morty”, onde a personagem Summer usa uma máquina para aumentar seus seios afim de ficar semelhante a modelo da televisão e impressionar seu amor platônico.
Por fim, pode-se concluir que o problema está diretamente relacionado à influência de empresas ou até de parentêscos que também viveu essa cultura em sua época. Sendo assim, uma maneira de quebrar esse paradigma é a persistência na criação de comerciais com outro público pelas redes telecomunicativas. Outra forma, seria na promoção de projetos governamentais que buscam essa concientização nas escolas. Certa atitude fará com que as crianças tenham um olhar mais abrangente quanto a esse assunto, afim de sessar esse assombro ao psicológico de muitos.