O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 04/07/2021

No contexto da humanidade, o mundo evoluiu,bem como trouxe para a vida dos cidadãos diversas mudanças como na estética corporal. Entretanto,o que na idade moderna foi considerado belo,em exemplo, os corpos roliços.Hoje,o representante corporal é o inverso,em suma,há o seguimento de uma lógica ocidental em que o culto do corpo magro é difundido,pois, representam um conceito consolidado e errado de saúde, bem como excluem outras formas corporais.Logo,há na sociedade brasileira a força dos padrões estéticos, e a influência midiática na propagação da perfeição corporal.

Em primeiro lugar, na mitologia grega,“O mito do Procusto”, expõem o quanto seguir um modelo corporal idealizado é incorreto. A lenda fala sobre um homem que mutilava as pessoas para que elas ficassem parecidas com ele,embora,seja um mito antigo a história de Procusto reflete na atualidade.Pois, as pessoas são constantemente coagidas por forças externas a não gostarem de seus corpos e buscarem sempre uma representação estética difundida pela maioria. O sociólogo, Emilie Durkheim, explica sobre a influência de pressões externas do coletivo, a qual interfere nas escolhas individuais. Logo, o Procusto é materializado no cotidiano na forma da pressão estética, a qual é dissipada pelas grandes mídias em corpos magros idealizados como saudáveis, que todos deveriam ter. Embora, este discurso ignore as particularidades de cada indivíduo.

Em segundo lugar, com intuito de lucrarem perante a estética corpórea, a mídia representada pela internet,televisão,é descrita por Habermas,um célebre filósofo e sociólogo alemão, como uma ferramenta de construção da sociedade. Apesar de essa servir como um mecanismo de comunicação poderoso,conseguintemente, capaz de transmitir valores,como também padrões a serem propagados pelos telespectadores. Em exemplo no Brasil, a imagem estética da mulher nacional foi midiaticamente difundida pela música do eterno Tom Jobim em sua bossa sobre a “Garota de Ipanema” como um corpo bronzeado, magro,e estruturado em um pequeno biquíni.Assim o ideal da mulher brasileira é retrógado,isto é,internacionalmente divulgado como na música dos anos 50 até os dias atuais.Em consequência, para se sentirem parte do coletivo divulgado pelas mídias,as pessoas se mutilam com cirurgias estéticas de alto risco, e produtos emagrecedores,sem o mínimo de consentimento médico,logo o antigo mito grego do Procusto se torna cada vez mais real e mortal.

Dados os argumentos, cabe uma mudança comportamental das mídias brasileiras,para a sociedade,na forma de inclusão da diversidade,como a propagação de atores,em propagandas,novelas,filmes,os quais desvinculem da padronização estética construída.A fim de transformar os paradigmas da estética corporal instaurada no Brasil, abraçando um modo de vida saudável e não um corpo ideal.