O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/06/2021

Segundo a historiografia, nota-se que a partir da Revolução Industrial a definição de padrões de beleza começaram a se formar. O desenvolvimento da tecnologia de informação na contemporaneidade favoreceu um aumento expressivo na cobrança a cerca dos modelos estéticos, ocasionando assim, transtornos aos indivíduos que não se encaixam nesses modelos.

Sob esse viés, é importante destacar que se um indivíduo não se encaixa em uma ‘‘padronização corporal’’ ele é excessivamente criticado pela sociedade. Segundo Kant: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, dessa forma a sociedade não é nada sem a intervenção e o  resultado através da educação. Sendo assim muitas pessoas que não estão no modelo proposto pela sociedade, recorrem a métodos que lhe façam se sentirem  aceitas pela sociedade, como por exemplo a realização de cirurgias plásticas e de lipoaspiração.

Além disso, o Brasil é palco de constante cobrança para o alcance do padrão estabelecido. De acordo com a pesquisa da Dove realizada em 2016,  o  país está acima da média na porcentagem global  das mulheres que se sentem pressionadas a atingirem o corpo ideal. Logo, as exigências estéticas estão relacionadas a uma identidade nacional de padronização estética .

Portanto, é necessário a influência dos fatores educacionais para amezinar o quadro atual. Para a padronização corporal no Brasil, urge que  as escolas orientem as famílias acerca da aceitação pessoal, por meio de reuniões e palestras. Além disso cabe ao Ministério da Saúde realizarem campanhas promocionais da saúde junto com psicólogos, médicos e nutricionistas, com a finalidade de realizarem suporte e informações para toda a população. Somente assim, será possível a diminuição de casos de distúrbios alimentares como também a superação da sociedada na singularidade da beleza.